Grupo Estado Islâmico mata mais de 150 soldados sírios

Os militares foram mortos a tiros ou a facadas, informaram ativistas nesta quinta-feira

Estadão Conteúdo

28 de agosto de 2014 | 15h13

O grupo Estado Islâmico matou, nas últimas 24 horas, mais de 150 soldados capturados em confrontos recentes para a tomada de uma série de bases militares no nordeste da Síria. Os militares foram mortos a tiros ou a facadas, informaram ativistas nesta quinta-feira.

O assassinato de tropas do governo, combinadas com fotografias de recrutas aterrorizados sob a guarda de militantes no deserto, mostra como o grupo extremista usa a violência, e imagens de violência, para incutir o medo em seus oponentes enquanto busca expandir o território de seu califado, que abrange terra tomadas na Síria e no Iraque.

O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo sediado em Londres, disse que muitos os soldados mortos foram capturados na quarta-feira durante numa árida região rural perto do aeroporto de Tabqa, três dias depois de combatentes do Estado Islâmico terem tomado a base. Tropas do governo estão entre o grande grupo de soldados da base que ficou preso atrás das linhas de frente, depois de a base cair nas mãos dos combatentes jihadistas.

Segundo o Observatório, cerca de 120 soldados de Tabqa foram mortos perto da base. Combatentes do Estado Islâmico mataram pelo menos outros 40 militares, dos quais a maioria havia sido feita refém nos últimos confrontos por outras bases na área, na região de Hamrat, perto da cidade de Raqqa, reduto do grupo.

Comunicado postado na internet e distribuído por partidários do Estado Islâmico no Twitter afirma que os extremistas mataram "cerca de 200" prisioneiros capturados perto de Tabqa. Também foram divulgadas fotografias do que o grupo afirma serem os prisioneiros: jovens, apenas de cueca, marchando no deserto. Um vídeo postado na rede mostra imagens de mais de 150 homens, também em roupas íntimas, deitados e imóveis em fileira sobre a areia, aparentemente mortos.

Embora a autenticidade das imagens não possa de confirmada de forma independente, elas ilustram as afirmações feitas pelo Estado Islâmico e pelos ativistas sírios a respeito dos assassinatos.

O governo sírio ainda não havia se pronunciado sobre os acontecimentos. Fonte: Associated Press.

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