Grupo iemenita se diz ligado à Al-Qaeda e ameaça mais ataques

Explosão contra embaixada americana matou 17; terroristas podem atacar novamente 'interesses ocidentais'

Reuters,

18 de setembro de 2008 | 13h11

Um grupo chamado Jihad Islâmica no Iêmen disse nesta quinta-feira que pertence à Al-Qaeda e prometeu mais ataques depois de fazer explodir dois carros-bomba diante da embaixada dos Estados Unidos no Iêmen, de acordo com um comunicado.  O ataque deixou 17 mortos, incluídos seis supostos extremistas. Trata-se do mais mortífero atentado contra uma embaixada americana em uma década.   Veja também: Polícia prende 25 por atentado contra embaixada no Iêmen"Nós, da Jihad Islâmica no Iêmen, pertencemos à organização Al Qaeda e repetimos nossa exigência ao (presidente iemenita) Ali Abdullah Saleh, para que liberte nossos irmãos dentro de 48 horas", disse o comunicado, assinado pelo líder do grupo, Abu al-Ghaith al-Yamani. O grupo ameaçou atacar "interesses ocidentais, além das embaixadas britânicas e saudita... e assassinar importantes autoridades do Estado", segundo o comunicado, ao qual a Reuters teve acesso. A mensagem também exigia o fechamento das embaixadas norte-americana e britânica no país. A autenticidade do comunicado não pôde ser verificada pela Reuters. O grupo também ameaçou outras partes do Golfo Árabe. Na quarta-feira, o grupo disse estar por trás do ataque à embaixada norte-americana, que matou 17 pessoas que estavam nos portões da embaixada, incluindo seis extremistas.   O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou que uma jovem americana e seu marido iemenita morreram no atentado contra a representação diplomática. Susan Elbaneh, de 18 anos, casou-se recentemente no Iêmen e no momento do ataque, ela estava diante da embaixada americana, acompanhada do marido, à espera de documentação, informou seu irmão.  

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