Grupo Islâmico do Caribe diz ter armas químicas e biológicas

Um grupo islâmico do arquipélago de Trinidad e Tobago, no Caribe, afirmou que está produzindo armas químicas e biológicas e poderá usá-las contra alvos norte-americanos e britânicos no país. O anúncio foi feito pelo Trinidad Express, o maior jornal de Port of Spain, a capital do país. Dois repórteres do jornal fizeram contato com o grupo islâmico e foram levados vendados a um local em que os militantes lhes mostraram materiais e equipamentos que estariam usando para produzir armas químicas. O integrante do grupo que conduziu os jornalistas ao local disse ser um engenheiro químico formado nos EUA. Os repórteres filmaram o local e mostraram as imagens a um especialista do Instituto de Pesquisa Industrial do Caribe; segundo esse especialista, o homem que conduziu o grupo "falava como quem sabia do que estava falando e sobre o que pretende fazer". O Trinidad Express não deixou claro qual seria o grupo terrorista, mas, de acordo com o jornal londrino The Independent, aparentemente trata-se do Jamaat-al-Muslimeen, uma organização radical que tentou um golpe de Estado mal-sucedido em Trinidad e Tobago em 1990. "Nós vamos alcançar vocês quando estiverem dormindo. Vamos alcançá-los quando estiverem no banho, vamos alcançá-los quando estiverem comendo e tomando seus drinques. Mesmo um copo de água poderá não ser seguro", diz um comunicado do grupo entregue ao Trinidad Express. Antes mesmo da publicação da reportagem, o Foreign Office (ministério britânico das relações exteriores) havia divulgado um comunicado afirmando acreditar "que Trinidad e Tobago seja um dentre vários países onde pode haver uma intensificação da ameaça terrorista".

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