Martin Mejia/AP
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Grupo já lucra com doações e direito autoral

Filmes, livros e ofertas de empresários devem ajudar mineiros pobres a recomeçar a vida

, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2010 | 00h00

De empregados de uma empresa quase falida a novos ricos instantâneos - a trajetória dos 33 mineiros tem sido também uma chance única de deixar para trás o passado pobre e surfar no lucro de contratos milionários.

Ainda em agosto, cada uma das 33 famílias recebeu um cheque de US$ 10 mil doado pelo excêntrico empresário chileno Leonardo Farkas. Na época, ele anunciou que lideraria uma campanha para arrecadar US$ 1 milhão - quantia suficiente para "permitir que esses mineiros não tenham de voltar a trabalhar nunca mais".

Antes disso, executivos da empresa de mineração Elmin, da Grécia, já tinham prometido passagens e uma semana de hospedagem para todos os sobreviventes nas ilhas gregas. Outra viagem foi oferecida ao mineiro Edison Peña, fã de Elvis Presley. Os administradores do memorial do Rei do Rock, na cidade americana de Memphis, convidaram Peña e seus parentes para uma visita a Graceland.

O cineasta Rodrigo Ortúzar, que já está rodando um filme sobre a tragédia na mina San José, prometeu doar a bilheteria aos filhos dos mineiros. E, pelo menos um deles, o eletricista Víctor Segovia Rojas, de 48 anos, que manteve um diário ao longo dos 69 dias que passou no subterrâneo da mina, já estaria preparando um livro.

CAPTAÇÃO

Doações

Empresário doou US$ 10 mil para cada família dos mineiros

Filme

Cineasta doará bilheteria a filhos de sobreviventes

Livro

Mineiro registrou cotidiano do drama em diário e pretende lançar livro com relatos

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