REUTERS/Marconi Navales
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Exército anuncia fim da tomada de reféns em escola das Filipinas

Porta-vozes militares informaram que as 31 pessoas retidas estão a salvo; polícia acredita que ataque poderia ter como objetivo deslocar as tropas filipinas para ajudar os combatentes jihadistas em Marawi

O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2017 | 03h01
Atualizado 21 de junho de 2017 | 12h54

MANILA - O extremistas que fizeram reféns nesta quarta-feira, 21, em uma escola do sul das Filipinas fugiram do estabelecimento de ensino, e as 31 pessoas retidas estão a salvo, indicaram os porta-vozes militares.

"Tudo está resolvido, todos os reféns estão a salvo, nenhum deles ficou ferido", indicou por telefone o porta-voz das Forças Armadas, Restituto Padilla.

Durante a manhã, o clima no local era de tensão. "Estão dentro da escola e retêm os civis. Eles os utilizam como escudos humanos", declarou o capitão Arvin Encinas, porta-voz da divisão militar da região.

A invasão aconteceu em Pigkawayan, a 160 km da cidade de Marawi, onde combatentes vinculados ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) lutam há um mês contra o Exército filipino, em um conflito que já deixou centenas de mortos.

Nas primeiras horas da manhã, homens armados atacaram um posto militar, antes de parte do grupo assumir o controle da escola, informou o porta-voz. Cerca de 20 moradores foram feitos reféns, mas nenhum estudante, segundo Antonio Maganto, porta-voz da região para a Educação.

A polícia local acredita que o ataque poderia ter como objetivo deslocar as tropas filipinas para ajudar os combatentes jihadistas em Marawi. De acordo com Padilla, os islamitas atacaram um posto militar durante a madrugada, trocando tiros com os soldados antes de recuar.

O sul das Filipinas, de maioria muçulmana, é palco há mais de 40 anos de uma rebelião muçulmana que busca a independência ou autonomia da região. O conflito já fez mais de 120 mil mortos. / AFP

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