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Grupo libanês assume responsabilidade por atentados

Um até então desconhecido grupo militante libanês assumiu a responsabilidade pelos atentados que deixaram 11 mortos no Quênia nesta quinta-feira. O grupo - autodenominado Governo da Palestina Universal no Exílio, o Exército da Palestina - informou em um comunicado enviado a agências de notícias internacionais que duas unidades realizaram um ataque no Quênia às vésperas do 55º aniversário da decisão de 1947 que dividiu a Palestina, levando à criação de Israel. O comunicado não entra em detalhes sobre os atentados. Diz apenas que duas unidades foram enviadas "ao Quênia para atacar alvos israelenses". Ainda não é possível confirmar a autenticidade da reivindicação. "Os dois grupos realizaram as operações militares de acordo com o planejado e infligiram golpes diretos nas fileiras dos sionistas israelenses. Agora, eles estão a caminho para retornar em segurança para suas bases." Atentado a embaixadasCom os mísseis disparados hoje contra um avião israelense que partiu de Mombasa e a explosão de um carro-bomba em um hotel na cidade de Kikambala freqüentado por turistas israelenses, o Quênia voltou a ser centro das atividades terroristas que já haviam afetado o país em 1998, quando a explosão de um carro-bomba na embaixada dos EUA deixou 224 mortos. Quase ao mesmo tempo, outra bomba explodiu então diante da embaixada americana em Dar-Es- Salaam, na Tanzânia.Pelos atentados de 1998, a inteligência americana acusou a rede Al-Qaeda e quatro pessoas foram detidas na África, que mais tarde foram extraditadas e processadas em Nova York. No final de agosto daquele ano, os EUA, em represália, atacaram com mísseis bases da Al-Qaeda no Afeganistão e supostas instalações vinculadas à rede no Sudão. Em 18 de outubro de 2001, um juiz federal de Manhattan condenou Khalfan Khamis Mohammed, Mohammed al-Owhali, Mohammed Sadek Odeh e Wahid El-Hage a prisão perpétua sem direito a recorrer da pena.

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