Grupo ligado à Al-Qaeda assume ataque a Ban Ki-moon

Um grupo ligado à Al-Qaeda no Iraque assumiu em declaração neste sábado, 24, que foi responsável por explosão em Bagdá durante entrevista coletiva na quinta-feira do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.O chamado "Estado Islâmico do Iraque" colocou em um site utilizado por insurgentes que o alvo era Ban, que estava na "zona verde", a área com maior segurança do Iraque.Segundo as informações do site, que não puderam ser confirmadas, o atraso em assumir o ataque aconteceu por questões de segurança.Declaração da ONUO Conselho de Segurança da ONU condenou nesta quinta-feira, 22, o "abominável ataque terrorista" ocorrido durante uma visita surpresa do secretário-geral Ban Ki-moon a Bagdá.Um foguete Katyusha caiu perto do local em que Ban concedia uma entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro Nuri al-Maliki. Não houve feridos. Assustado, o sul-coreano se escondeu atrás de uma bancada antes de voltar a responder as perguntas. Segundo a Associated Press, o ataque teria sido perpetrado a partir de uma área predominante xiita na margem leste do Rio Tigre. A região altamente resguardada conhecida como Zona Verde, onde Ban concedida a entrevista, fica no lado oposto do leito. O Conselho posicionou-se sobre o ataque por meio de nota lida pelo diplomata sul-africano Dumisani Kumalo, que preside o órgão neste mês: "Os membros do Conselho de Segurança ficaram chocados e condenaram fortemente o abominável ataque terrorista contra o gabinete do primeiro-ministro do Iraque, onde o secretário-geral participava de uma entrevista coletiva conjunta."Os 15 integrantes do órgão também "manifestaram seu inabalável apoio aos esforços da ONU e de seu secretário-geral para promover um processo político inclusivo e efetivo no Iraque, destinado a alcançar a reconciliação nacional", disse Kumalo.A missão da ONU em Bagdá está investigando o incidente, segundo Mari Okabe, porta-voz de Ban. A missão está praticamente fechada desde agosto de 2003, quando um caminhão-bomba matou seu chefe, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello e mais 23 pessoas. Atualmente, segundo Okabe, há 65 estrangeiros e cerca de 130 iraquianos trabalhando ali.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.