Grupo ligado à Al-Qaeda reivindica atentados em Bagdá

Um grupo ligado à rede terrorista Al-Qaeda reivindicou a autoria de um duplo atentado no domingo, no centro de Bagdá, que matou pelo menos 155 pessoas. O grupo militante conhecido como Estado Islâmico do Iraque afirmou, em comunicado pela internet divulgado ontem, que seus "mártires atingiram os covis da deslealdade". Hoje, a polícia iraquiana ampliou os esforços para estabelecer de que modo se darão as eleições parlamentares de janeiro.

AE-AP, Agencia Estado

27 de outubro de 2009 | 09h43

O comunicado do grupo extremista chamou o Ministério da Justiça de "Ministério da Injustiça e da Opressão". A autenticidade do texto não pôde ser confirmada. O mesmo grupo reivindicou dois atentados em agosto contra instalações do governo na capital iraquiana, quando morreram mais de cem pessoas.

Os ataques de domingo atingiram o Ministério da Justiça e a Administração Provincial de Bagdá. Foram os atentados que causaram mais mortes em mais de dois anos no país e levantaram dúvidas sobre a capacidade de o Iraque se proteger, no momento em que os Estados Unidos gradualmente retiram suas tropas. Entre os mortos havia 24 crianças, vítimas de uma explosão que atingiu um ônibus que deixava um posto de saúde perto do Ministério da Justiça, disse um funcionário que pediu anonimato.

Grandes atentados com bombas e também ataques suicidas são as marcas da Al-Qaeda. Insurgentes sunitas sediados no Iraque têm usado táticas similares, com a meta de derrubar o governo controlado pelos xiitas em Bagdá. O Estado Islâmico do Iraque é parte de um conjunto de grupos que atua no país árabe. Neste grupo, a Al-Qaeda é um dos líderes.

Desafios

Autoridades como o primeiro-ministro, o presidente e o presidente do Parlamento prometeram reforço na segurança após a matança em Bagdá. Também se movimentam rapidamente para fechar um acordo sobre a nova lei eleitoral, que pode ajudar na eleição marcada para 16 de janeiro. Os parlamentares discutem há semanas a legislação e os observadores, incluindo os Estados Unidos, temem que o fracasso em fechar os parâmetros eleitorais possa atrasar o pleito.

"Nós estamos enfrentando grandes desafios no processo de reconstrução mas, enquanto estamos construindo, eles estão destruindo", afirmou ontem o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, em discurso na Universidade de Bagdá.

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