Grupo ligado a Cristina Kirchner atrasa saída de jornais

O sindicato dos caminhoneiros, sob a influência do secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Hugo Moyano, aliado da presidente argentina, Cristina Kirchner, bloqueou na madrugada de terça-feira a distribuição de exemplares dos jornais Clarín e La Nación por mais de três horas. O bloqueio foi divulgado ontem pelos dois jornais.

AE, Agência Estado

16 de dezembro de 2010 | 09h09

Os caminhoneiros alegam que a distribuição foi paralisada porque eles estavam em assembleia na porta das oficinas para levar a "solidariedade" a trabalhadores de outro sindicato, do setor gráfico, que supostamente enfrentam problemas trabalhistas.

As diretorias dos dois jornais, porém, disseram que o verdadeiro motivo seria as diversas reportagens publicadas pelo Clarín e pelo La Nación, nos últimos dias, que envolvem Moyano, a mulher dele e as empresas de sua família em uma série de casos de corrupção.

Campanha

O bispo católico argentino Fabriciano Sigampa lançou uma inédita cruzada anti-Papai Noel e exigiu a "oficialização" pública da inexistência do "bom velhinho". Sigampa, que argumenta que Papai Noel faz "concorrência direta" com Jesus Cristo, está exigindo dos pais da cidade de Resistencia, capital da Província do Chaco, que contem às crianças "a verdade".

Irritado pela presença do personagem na decoração natalina, o bispo empreende uma intensa campanha pela rádio, canais de TV locais e missas contra Papai Noel. Comerciantes de Resistencia, para evitar as críticas diretas do bispo, estão removendo a figura de Papai Noel de suas vitrines. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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