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Grupo mata policial em chacina no Paraguai, perto da fronteira brasileira

Grupo autointitulado "Justiceiros da Fronteira" assume autoria em bilhete; policial investigado estava entre as vítimas

Da Redação, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2019 | 18h40

As autoridades do Paraguai encontraram neste domingo, 7, três corpos de homens amarrados e com ferimentos por arma de fogo, um deles de um policial, no departamento de Amambay, na fronteira com o Brasil, supostamente assassinados por um grupo criminoso autodenominado "Justiceiros da Fronteira".

Os corpos apareceram em uma rua a dois quilômetros da rota 5 que chega até a fronteira com o Brasil e junto a eles havia uma caminhonete sem placa e um cartaz com a mensagem "por roubar inocente, não roubar caminhonete, Justiceiro da Fronteira", segundo explicou à Agência Efe a responsável de comunicação da Polícia Nacional, María Elena Andrada.

Um dos mortos, identificado como Pedro Barua, 35 anos, era um suboficial da polícia, que estava sob prisão domiciliar, porque, segundo relatou Andrada, em uma batida no último mês de janeiro na sua casa foram encontradas "duas caminhonetes de luxo que tinham sido roubadas no Brasil".

Andrada detalhou que o agente estava sob investigação e por isso tinha sido afastado do corpo policial. Os outros dois mortos foram identificados como Delio Santacruz, de 31 anos, e Venancio Romero, de 27. Todos eles apresentavam ferimentos por arma de fogo e estavam amarrados pelos pés e pelas mãos.

A fonte afirmou que se trata da terceira ação do grupo autodenominado "Justiceiros da Fronteira", embora tenha acrescentado que "muito pouco se sabe" do mesmo. As primeiras aparições de panfletos desse grupo foram registradas em 2014, junto ao corpo sem vida de um suposto assaltante, que apresentava ferimentos de bala e uma mão amputada. 

Em 2015, esse grupo declarou que perseguiria para fazer justiça o autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP), a guerrilha que atua na região norte do país e que mantém sequestrados o policial Edelio Morínigo e o criador de gado Félix Urbieta. /EFE

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