Grupo muçulmano propõe acordo com Dinamarca

O líder muçulmano dinamarquês Ahmad Akkari disse que seu grupo está preparado para aceitar um terço da culpa pelas manifestações ao redor do mundo por causa das charges de Maomé, mas que só assumirá a responsabilidade se o governo e o jornal dinamarquês também aceitarem suas partes no problema. O governo dinamarquês acusa o grupo de mentir à respeito das atitudes da Dinamarca para conseguir espalhar a violência no Líbano, Egito e Síria.Akkari disse que o grupo, composto de 27 organizações muçulmanas na Dinamarca, viajou para o Oriente pois o governo dinamarquês não ligou para os avisos do grupo com relação às charges. Ele teria mostrado aos líderes muçulmanos dos países por onde passou um dossiê que incluía as 12 caricaturas de Maomé e outras três imagens, dois desenhos ofensivos do profeta e uma fotografia da agência de notícias Associated Press que não tinha nenhuma relação com o problema.A fotografia, mostrando um homem barbado usando orelhas e um focinho de porco, era de um concurso de fantasias da França em agosto e não tinha conexão com o Islã ou com as caricaturas de Maomé. O primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, disse na última segunda-feira que a Dinamarca foi acusada injustamente pela comunidade muçulmana.O ministro de relações exteriores da Dinamarca, Per Stig Moeller, disse que o governo não fez nada de errado, por isso, um pedido de desculpas é sem sentido. O governo tem recusado, repetidamente, sugestões de países muçulmanos para tomar alguma ação contra o jornal que publicou as caricaturas, dizendo que o governo não tem influencia sobre a mídia e que o jornal está praticando a sua liberdade de expressão.Akkari disse que convidou o primeiro-ministro para uma coletiva com a mídia do Oriente Médio para acabar com as controvérsias, mas não recebeu nenhuma resposta.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.