Grupo nega que terrorista morto seja o seu "número dois"

O grupo terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) desmentiu neste sábado que Samir Saioud, morto pelo Exército na quinta-feira passada na província de Boumerdès, fosse o "número dois" da sua cadeia de comando.O site normalmente usado pelos salafistas divulgou um comunicado, ilustrado com cinco fotos de Saioud, também conhecido como Abu Mussab. O texto diz que ele era um "simples membro do comitê de comunicação"."Não é certo que Mussab Abu Abdullah, fervoroso partidário da jihad (guerra santa), tivesse um papel preeminente ou fosse um emir. Além disso, cada um de nossos irmãos é um número dois e o braço direito de nosso chefe", diz o comunicado.As fotos mostram o terrorista usando um computador e com um fuzil de assalto ao lado de uma mulher armada com uma espingarda. A imprensa argelina afirma, porém, que Saioud era um dos nomes mais importantes do grupo. Ele foi responsabilizado pela organização dos dois atentados com carro-bomba do dia 11 de abril, em Argel, que deixaram 30 mortos e mais de 200 feridos.O jornal "Liberté" informa que o terrorista era o verdadeiro chefe operacional e nenhum atentado era cometido sem sua autorização. "Sua eliminação vai, sem dúvida, desestabilizar a organização", acrescenta o jornal.

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