Grupo próximo a chavista assassinado presta depoimento

Jornal 'El Universal' afirma que 6 pessoas próximas a deputado morto foram ouvidas por serviço de inteligência

CARACAS, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2014 | 02h03

Seis pessoas próximas ao deputado chavista Robert Serra - assassinado há uma semana em Caracas, juntamente com sua assistente e companheira, María Herrera - foram levadas à sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) na noite da segunda-feira para dar depoimentos sobre o caso. Ontem, porém, enquanto o grupo ainda estava nas dependências do organismo, a polícia afirmou que não tinha feito detenções relacionadas ao crime.

Com base em informações "extraoficiais", o jornal venezuelano El Universal afirmou que "as autoridades que investigam o duplo homicídio apreenderam dois funcionários da Policaracas (a Polícia Municipal de Caracas) e outras quatro pessoas que trabalhavam diretamente com Serra, pois presumem que estariam diretamente vinculados com o assassinato".

De acordo com a reportagem, publicada pouco antes das 11h30 de ontem na Venezuela (13 horas em Brasília), "essas seis pessoas seriam quem chegou à casa na noite que ocorreram os fatos". "Mas uma fonte governamental confirmou que os investigadores já comprovaram que houve cumplicidade entre o entorno do parlamentar e quem executou o crime."

Logo após a publicação do texto do Universal, o diretos do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC) de polícia venezuelana, José Sierralta, desmentiu que houvesse detidos em relação ao caso. "Anunciamos à coletividade que as informações sobre detidos pelo CICPC em relação ao homicídio do deputado Robert Serra são falsas", tuitou o policial.

Por sua vez, o Universal esclareceu que "segundo as informações que possui, as pessoas encontram-se dando depoimento - e não oficialmente detidas". O jornal reforçou que os interrogatórios eram realizados pelo Sebin, não pela polícia.

Sob aplausos e vivas ao deputado morto e ao ex-presidente Hugo Chávez, Juan Contreras, suplente de Serra, tomou posse de seu assento na Assembleia Nacional ontem. / EFE

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