Grupo que reivindica ataques a Mumbai alerta para novos atentados

Um grupo islâmico pouco conhecido que reivindicou a autoria dos atentados da semana passada contra oito trens de Mumbai alertou nesta terça-feira que planeja promover novos ataques contra instalações do governo e locais históricos da Índia, dizia uma mensagem enviada por e-mail a uma emissora local de televisão.Em uma tentativa de dissipar dúvidas quanto à sua reivindicação anterior, o grupo islâmico Lashkar-e-Qahhar informou ainda que divulgaria provas em áudio e vídeo de que executou os atentados de 11 de julho contra a movimentada rede ferroviária de Mumbai.Oito explosões praticamente simultâneas provocaram a morte de pelo menos 207 pessoas no mais mortífero atentado ocorrido no mundo desde os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.Na mensagem, repassada à Associated Press pela emissora de televisão Aaj Tak, o grupo afirma que 16 pessoas participaram dos ataques e diz que um dos ativistas morreu. Apesar disso, "os 15 combatentes sagrados restantes estão sãos e salvos e comemoram o sucesso da missão ao mesmo tempo em que se preparam para a próxima", diz a mensagem."Nós pedimos a todos os irmãos e irmãs muçulmanos da Índia que não se aproximem no futuro dos principais locais históricos da Índia, assim como de palácios e instalações do governo, especialmente em Nova Délhi e Mumbai. Caso contrário, também acabarão machucados", dizia a mensagem.A polícia indiana tenta confirmar a autenticidade das mensagens divulgadas pelo Lashkar-e-Qahhar, ou Exército do Terror. O grupo era desconhecido até 7 de março, quando atacou a cidade sagrada hindu de Varanasi. Vinte pessoas morreram na ação reivindicada pelo grupo islâmico.Investigadores indianos acreditam que o Lashkar-e-Qahhar seja uma fachada para o Lashkar-e-Tayyaba, um grupo islâmico estabelecido no Paquistão que luta contra a Índia na Caxemira, onde a maioria da população é muçulmana.

Agencia Estado,

18 de julho de 2006 | 10h29

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.