Grupo radical assume responsabilidade por ataques na Índia

Série de atentados ocorreu na cidade de Ahmedabad, após outras explosões que mataram dois na sexta

AE-AP

27 de julho de 2008 | 09h36

Um grupo extremista chamado Indian Mujahedeen assumiu a responsabilidade pelos ataques em Ahmadabad, capital do estado de Gujarat, no oeste da Índia, no último sábado. Os atentados mataram 45 pessoas e de deixaram outras 161 feridas. Cerca de 30 suspeitos foram detidos.   Veja Também: Série de explosões atinge Bangalore e matam 2 na Índia   Minutos antes dos ataques, o grupo enviou e-mails a várias estações de televisão com o seguinte recado: "Em nome de Alá, o Indian Mujahedeen ataca novamente! Façam o que puderem, pois dentro de cinco minutos irão sentir o terror da morte". No título, o mail trazia a frase "Esperem cinco minutos pela vingança de Gujarat", em uma aparente referência às rebeliões ocorridas em 2002 em Ahmadabad, capital de Gujarat, no oeste do país, que deixou mil pessoas, a maioria muçulmanas, mortas. O Indian Mujahedeen também é o mesmo grupo que esteve por trás dos atentados em Jaipur, também no oeste da Índia, que mataram 61 pessoas.   Foi a segunda onda de ataques coordenados que ocorreu no País em apenas dois dias. Na sexta-feira, outras sete explosões semelhantes ocorreram em Bangalore, pólo tecnológico no sul do país, onde duas pessoas morreram e pelo menos cinco ficaram feridas.   O porta-voz do governo indiano Jaynarayan Vyas confirmou que 45 pessas morreram e 161 ficaram feridas em pelo menos 16 ataques à bomba realizados em vários bairros de Ahmadabad na noite de sábado.   Cidades em todo o país foram colocadas em alerta e a segurança foi reforçada em mercados, hospitais, aeroportos e estações de trens.   Ahmadabad, onde os ataques de ontem ocorreram, é uma cidade fundada no século 15 e conhecida pela arquitetura elegante de seus museus e mesquitas, uma mistura das culturas muçulmanas e hindu.   Ataques   Gujarat, cuja a cidade de Ahmedabad é o centro comercial, é particularmente sensível à tensões étnicas. Em 2002, um incêndio num trem matou dezenas de membros de um grupo nacionalista hindu em uma onda de violência em toda Gujarat, mais proeminente em Ahmedabad. Ao todo, mil muçulmanos foram mortos, e o ministro-chefe do Estado, Narendra Modi, um fervoroso político hindu nacionalista, foi acusado de fazer pouco para pôr fim à violência.   Modi foi re-eleito por duas vezes desde então e está entre as mais importantes figuras nacionais do Bharatiya Janata Party. O estado de Karnataka, onde Bangalore está localizada, é governado pelo mesmo partido político.

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