Grupo radical assume seqüestro de italianas no Iraque

Num site islâmico, um grupo que se diz chamar Ansar al-Zawahri anunciou a captura de Simona Torretta e Simona Pari, duas funcionárias de um grupo humanitário italiano seqüestradas ontem no Iraque, afirmando que ambas são "agentes do serviço secreto italiano". O nome do grupo, que significa "Apoiadores de al-Zawahri", parece ser uma referência a Ayman al-Zawahri, principal auxiliar de Osama bin Laden.Os extremistas não fizeram nenhuma exigência para libertá-las. As duas italianas, ambas de 29 anos, trabalhavam para a organização não-governamental Uma Ponte Para... , que presta assistência a crianças, e foram seqüestradas junto com dois iraquianos (um homem e uma mulher) que também atuavam em ONGs.Em meio ao choque da população da Itália pelo seqüestro, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi reuniu-se hoje com líderes da oposição de centro-esquerda para formular uma estratégia nacional pela libertação de ambas. Líderes da centro-esquerda repetiram sua oposição à guerra, mas enfatizaram que a prioridade agora é a libertação das jovens. Os italianos ficaram abalados com a execução de dois italianos por rebeldes iraquianos - o segurança Fabrizio Quatrocchi, em abril, e o jornalista Enzo Baldoni, em agosto. Hoje, pela primeira vez, os radicais divulgaram na internet imagens do assassinato de Baldoni - o que foi interpretado como uma advertência de que as duas Simonas poderão ter o mesmo destino.

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