Mohamed Abd El Ghany / Reuters
Mohamed Abd El Ghany / Reuters

Grupo radical egípcio reivindica assassinato de general no Cairo

Islamistas do Ansar Beit al-Maqdis têm lançado uma série de atentados contra o Exército

O Estado de S. Paulo,

29 de janeiro de 2014 | 09h46

CAIRO  -O grupo jihadista egípcio  Ansar Beit al-Maqdis (Seguidores da Casa de Jerusalém, em tradução livre) reivindicou a autoria do assassinato do general Mohammed Said, alto funcionário do Ministério do Interior egípcio, morto na terça-feira, 28, no Cairo.

Em um comunicado divulgado  em um fórum utilizado pelos extremistas, o grupo ameaçou também o candidato à presidência, marechal Abdel Fatah al-Sisi, líder do golpe que derrubou o presidente islamista Mohamed Morsi,  e o ministro do Interior, Mohammed Ibrahim.

"Com a graça de Deus e sua bênção, os irmãos do Ansar Beit al-Maqdis puderam matar o apóstata criminoso Mohammed Said, assistente do Ministério do Interior", disse a nota.

Os jihadistas advertiram, além disso, que se aproxima a hora da vingança contra Sisi e o ministro do Interior, que já foi alvo de um atentado em setembro do ano passado, do qual saiu ileso.

Desde a deposição de Morsi em julho de 2013 pelos militares, os ataques contra soldados das forças da ordem se multiplicaram no Egito, sobretudo na Península do Sinai.

"Ansar Beit al-Maqdis" reivindicou a autoria de vários dos assassinatos e atentados cometidos nos últimos meses, entre eles o realizado contra o ministro do Interior e as quatro explosões registradas no Cairo na sexta-feira passada.

Said foi atingido por dois homens quando saía de sua casa no distrito de Guiza. Ele era o diretor do escritório técnico da pasta. /EFE

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