Grupo radical islâmico mata 180 na Nigéria

Residentes locais dizem que ainda estão com medo de uma nova ofensiva

Reuters

30 de julho de 2009 | 05h52

Autoridades no noroeste da Nigéria, estado de Borno, disseram que nesta quinta-feira sofreram um revés de radicais islâmicos com um atentado que matou mais de 180 pessoas.

O exército procura pistas de Mohammed Yusuf, líder da facção Boko Haram na capital do estado, Maiduguri. Soldados vão de porta em porta detendo possíveis seguidores do comando, desde então.

 

Residentes locais dizem que ainda estão com medo de uma nova ofensiva. Som de balas continuaram em parte da cidade durante a noite de quarta-feira.

 

A violência emergiu quando membros do Boko Harram, que querem a adoção da lei islâmica pela África, foram presos na segunda-feira, 27, no estado de Bauchi suspeitos de planejar um ataque em uma central de polícia.

 

Seguidores de Yusuf, armados como pedaços de pau, facas, rifles de caça improvisados e bombas a base de petróleo, desde então atacam igrejas, estações policiais, prisões e prédios do governo em um movimento que atravessa vários estados no noroeste da Nigéria.

 

O presidente Umaru Yar'Adua ordenou que as forças de segurança façam tudo o que for necessário para "contê-los de uma vez por todas".

 

A polícia em Maiduguri disse que as forças de segurança mataram 90 membros da facção na segunda-feira, somente. Oito policiais, três oficiais e dois soldados também foram mortos.

 

A polícia informou que eles liberaram 95 mulheres e crianças nesta quarta-feira que estavam aprisionados pelo grupo radical em Maiduguri. Seus membros acreditam que suas esposas podem não ver o que outros homens e suas crianças podem receber somente com uma educação baseada no Corão.

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