Grupo radical preferia Bush a Kerry, revela ex-refém

Um dos vigias dos dois jornalistas franceses seqüestrados em agosto no Iraque - e libertados esta semana - lhes disse que seu grupo preferia a reeleição do presidente americano, George W. Bush, porque sua política ajuda a expandir o fundamentalismo islâmico.Essa foi uma das revelações do repórter Georges Malbrunot ao diário francês Le Figaro, para o qual cobria a guerra quando foi capturado junto com Christian Chesnot, correspondente da Radio France Internationale.Malbrunot contou ao Figaro que durante o cativeiro perguntou a seu carcereiro se ele preferia Bush ou o democrata, John Kerry."Queremos Bush porque com ele os soldados americanos permanecerão no Iraque e deste modo poderemos expandir-nos", explicou o homem.O jornalista explicou que o vigia lhe disse que o ataque dos Estados Unidos contra o regime Taleban, no Afeganistão, depois do 11 de setembro de 2001, permitiu que os grupos fundamentalistas islâmicos se estendessem por todo o mundo."Agora estamos presentes em 60 países. Nosso objetivo é derrocar os governos árabes e estabelecer um califado da Andaluzia até as fronteiras da China."Houve repetidas referências dos seqüestradores ao "xeque Osama" (Bin Laden), disse Malbrunot, que também observou que o grupo que os seqüestrou - o Exército Islâmico iraquiano - temuma agenda iraquiana e uma agenda internacional jihadista (pela guerra santa).Quando perguntou ao carcereiro quais eram suas prioridades, ele respondeu: "Há duas: Arábia Saudita e Egito. Mas sabemos que todos os líderes árabes são traidores. Nenhum é realmenteislâmico."

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