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Grupo rebelde de Darfur suspende negociações com Bashir

Movimento de Justiça e Igualdade pede retorno de órgãos humanitários, expulsos do Sudão pelo presidente

Efe,

20 de março de 2009 | 15h58

O Movimento de Justiça e Igualdade (MJI), principal grupo rebelde de Darfur, anunciou nesta sexta-feira, 20, a suspensão da negociações com o governo do presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, até que as 13 ONGs expulsas da região possam retornar. Em declarações à emissora da ONU em Cartum, o líder do MJI, Khalil Ibrahim, afirmou que "a menos que o Executivo permita o retorno das organizações de assistência, nós não iremos a Doha para retomar as negociações", previstas para um prazo dentro de duas semanas.

 

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Ibrahim se referia à expulsão de 13 ONGs em represália pela ordem de detenção, emitida no último dia 4, pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Bashir, por crimes de guerra e de lesa-humanidade em Darfur, no oeste do Sudão. "Com a expulsão das organizações de assistência, a vida do povo de Darfur se transformou num inferno", afirmou Ibrahim.

 

O conflito de Darfur explodiu quando dois grupos insurgentes, o MJI e o Movimento de Libertação do Sudão (MLS), iniciaram uma revolta armadas, em fevereiro de 2003, contra o governo central em protesto contra a pobreza e a marginalização. No mês passado, o MJI e o Executivo iniciaram em Doha um diálogo para a reconciliação que gerou a assinatura, em 17 de fevereiro, de um "acordo de boa vontade e para gerar confiança", para facilitar o caminho rumo a uma paz definitiva.

 

"Nosso movimento não está pronto para retomar o diálogo sob nenhuma circunstância, a menos que o governo se retrate de suas posturas", assinalou Ibrahim. O conflito na região deixou aproximadamente 300 mil mortos e 2,5 milhões de deslocados, segundo dados da ONU.

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