AFP PHOTO / STR
AFP PHOTO / STR

Grupo rebelde se rende ao exército sírio e deixa Ghouta Oriental

Decisão coloca o governo do ditador no caminho para a maior vitória militar desde a conquista de Aleppo, em 2016

O Estado de S.Paulo

23 Março 2018 | 02h55

DAMASCO – Rebeldes sírios se renderam nessa quinta-feira, 21, e partiram de ônibus de uma cidade próxima a Ghouta Oriental, deixando a área para o exército do ditador Bashar Assad. É a primeira rendição do gênero desde o início das ações militares na região. 

A decisão do grupo rebelde liderado por Ahrar Sham coloca o governo de Assad no caminho para a maior vitória militar desde a conquista de Aleppo, em 2016. Segundo a imprensa estatal, os ônibus partiram da cidade de Harasta com 1580 passageiros, incluindo 413 combatentes rebeldes que receberam passagem segura para o noroeste sírio. 

Um jornal militar ligado ao grupo radical Hezbollah, aliado do governo Assad, afirma que 1500 combatentes e 6 mil familiares já concordaram em deixar Ghouta Oriental. Oficiais do exército sírio alertam que rebeldes que ainda não fizeram acordos similares para deixar a cidade devem se render ou morrer.

+ Em Ghouta Oriental, vítimas denunciam uso de gás napalm na Síria

+ Mais de 12 mil civis fogem de enclave rebelde sírio em Ghouta Oriental, diz ONG 

Em outra região nas proximidades de Ghouta, outro grupo rebelde controlado por Failaq Al-Rahman disse ter acordado um cessar-fogo com o exército sírio para permitir uma “sessão de negociação final”. Os combatentes controlam as cidades de Jobar, Ein Terma, Arbin e Zamalka.

+ Comissão da ONU diz que cerco a reduto rebelde sírio é crime de guerra

A ação militar em Ghouta Oriental foi o maior e mais recente ataque do exército sírio a áreas de concentração de rebeldes contrários ao governo Assad. Mais de 1500 pessoas morreram nos conflitos e bombardeios. //REUTERS

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.