Phil Noble/ Reuters
Phil Noble/ Reuters

Grupo republicano fará festa anti-monarquia paralela a casamento real

Republicanos acham que evento na mesma hora é boa oportunidade para divulgar suas ideias e argumentos

BBC Brasil, BBC

28 de abril de 2011 | 05h42

LONDRES - O casamento entre o príncipe William e Kate Middleton, nesta sexta-feira, 29, será motivo de comemoração para muitos britânicos, mas para outros é a chance de seus protestos serem ouvidos.

 

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À frente de alguns dos eventos alternativos no dia está o grupo anti-monarquia Republic, que vai realizar uma festa de rua no centro de Londres com o tema "Não Estamos Celebrando o Casamento Real".

Segundo o grupo republicano, eles estarão "celebrando a democracia e poder do povo em vez de privilégios herdados".

Eventos anti-monarquia

O grupo também está organizando um evento parecido em um pub em Manchester, no norte da Inglaterra, e está divulgando peças de teatro anti-monarquia em cartaz em outras partes do país.

"Precisamos divulgar o fato de que não é o país inteiro que está interessado no casamento real e que uma maioria considerável é contra a monarquia. Precisamos melhorar a percepção das pessoas sobre isso", diz Graham Smith, porta-voz do Republic.

"Nós vemos o casamento como um golpe de publicidade da monarquia. (...) Temos uma responsabilidade em relação à maioria da população deste país, que é contra a monarquia, de manifestar nossa opinião."

O evento em Londres foi inicialmente vetado por uma administração local, depois que donos de lojas ficaram preocupados com uma possível queda nas vendas. O local da festa foi então transferido de Covent Garden para Holborn.

Manifestação cancelada

O grupo islâmico radical Muçulmanos Contra as Cruzadas disse ter desistido de realizar protestos, depois que a polícia negou um pedido deles para realizar um evento do lado de fora da Abadia de Westminster, onde será realizado o casamento real.

O grupo nacionalista Liga de Defesa Inglesa havia ameaçado organizar manifestações em resposta aos protestos de muçulmanos radicais, mas já disse que também cancelou os planos.

Um outro grupo de protesto com conexões no Oriente Médio também advertiu a polícia que está planejando atrapalhar a cerimônia.

A polícia tem o poder de proibir qualquer grande protesto perto da rota que será usada pelos noivos, no centro de Londres, mas não pode controlar protestos estáticos em outros locais próximos.

Ainda assim, a Scotland Yard, como é conhecida a polícia metropolitana de Londres, alertou que qualquer tentativa de interromper as celebrações do casamento vai enfrentar ''uma resposta robusta e determinada''.

Haverá cerca de 5 mil policiais para garantir que o casamento seja um ''evento seguro e feliz''.

Prevenção

Entretanto, como medida preventiva, as autoridades já baniram de Londres um total de 60 pessoas, consideradas perturbadoras da ordem pública.

Os banidos são indivíduos que foram presos após os recentes protestos e ataques contra estabelecimentos comerciais realizados durante a manifestação do último dia 26 de março, convocada por uma central sindical, em protesto contra os cortes anunciados pelo governo britânico.

Nos últimos dias, seis pessoas foram presas em meio a temores de que elas pretendam realizar ações semelhantes durante o casamento real e espera-se que a polícia realize novas prisões nos próximos dias.

A comandante Christine Jones, que irá supervisionar a operação policial, disse: "Estaríamos errados em não considerar protestos espontâneos como parte de nosso plano de contingência, mas vamos deixar algo claro: esse é um dia de comemoração, alegria e esplendor. É um dia fantástico para a Grã-Bretanha."

"Qualquer criminoso tentando atrapalhar o evento, seja sob pretexto de protesto ou não, vai se deparar com uma resposta policial robusta, determinada, flexível e proporcional."

 

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