Grupo responsável por Mumbai ameaça atacar Caxemira indiana

Confronto que já dura cinco dias entre supostos insurgentes e tropas do governo deixou pelo menos 25 mortos

AE-AP, Agencia Estado

25 de março de 2009 | 15h31

O grupo rebelde sediado no Paquistão Lashkar-e-Taiba, apontado como culpado pelos atentados no ano passado em Mumbai, ameaçou nesta quarta-feira, 25, fazer um ataque na Caxemira indiana. Na região, um confronto de cinco dias entre supostos insurgentes e tropas do governo deixou pelo menos 25 mortos nesta semana. A Índia culpou o Lashkar-e-Taiba pelos ataques terroristas em Mumbai, em novembro passado, que deixaram 164 mortos.

O confronto já é considerado pelo Exército indiano o mais longo e sangrento na disputada região neste ano. Um porta-voz do Lashkar-e-Taiba disse que os rebeldes iniciaram o confronto emboscando alguns soldados. O Exército indiano afirmou na noite de ontem que morreram 17 rebeldes e oito soldados. Porém, de acordo com o porta-voz rebelde, foram mortos 25 soldados, com 50 feridos. Não há relatos independentes sobre o confronto, ocorrido na área de florestas de Shamsbari, a 120 quilômetros ao norte de Srinagar.

Acredita-se que o Lashkar-e-Taiba foi criado por agências de inteligência paquistanesas na década de 1980 para enfrentar o domínio indiano na dividida Caxemira. Tanto a Índia quanto o Paquistão alegam que a região, de maioria muçulmana, pertence integralmente a eles. Os dois países travaram duas de suas três guerras pelo controle da área.

O Lashkar-e-Taiba é um dos mais de dez grupos que lutam pela independência da Caxemira da Índia ou pela anexação da região ao Paquistão. Mais de 68 mil pessoas, a maioria civis, morreram nesse conflito desde 1989. A Índia acusa o Paquistão de financiar e treinar militantes na porção controlada pelo país vizinho da Caxemira. Islamabad nega tal ação, dizendo que apenas dá apoio moral e diplomático aos rebeldes.

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