Grupo revela invasão a escritório do FBI 41 anos depois

Um grupo de oito ativistas norte-americanos invadiu o escritório do FBI em Media, Pensilvânia, em 1971, roubou vários arquivos e vazou parte do conteúdo para meios de comunicação. O caso nunca foi resolvido pela polícia. Na terça-feira, eles decidiram vir a público para falar do caso. O grupo não pode ser denunciado, já que o crime expirou em 1976.

PRISCILA ARONE, COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS, Agência Estado

08 de janeiro de 2014 | 09h29

Décadas antes de Edward Snowden revelar os programas de vigilância da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), o grupo expôs como o governo estava visando manifestantes.

LideradoS por William C. Davidson, professor de física na Haverford College, eles invadiram o escritório do FBI

na noite em que o país assistia à luta entre Muhammad Ali e Joe Frazier pela televisão, e saíram do local com malas cheias de arquivos.

Os integrantes do grupo decidiram falar aos meios de comunicação antes do lançamento de um livro e um documentário sobre a ação. O livro "`The Burglary: The Discovery of J. Edgar Hoover''s Secret FBI" (O Roubo: A Descoberta do Segredo de J. Edgar Hoover no FBI), da jornalista Betty Medsger, foi lançado na terça-feira. Já o documentário "1971" Johanna Hamilton será conhecido pelo público ainda neste ano.

Keith Forsyth que participou da ação e na época era um motorista de táxi de 20 anos, explicou que o grupo ficou calado até agora porque queria que o público prestasse atenção às informações dos arquivos. "Nós queríamos que o foco ficassem nos documentos que encontramos e não em nós", afirmou Forsyth durante coletiva de imprensa na terça-feira.

O grupo disse que analisou os documentos e enviou aos jornalistas apenas aqueles que mostravam as investigações do FBI contra civis e não os que pudessem comprometer a segurança nacional.

Um dos envelopes enviados chegou à mesa de Medsger, que na época trabalhava no Washington Post. "O FBI estava realizando uma guerra secreta contra dissidentes", disse ela. "Particularmente contra ativistas contrários à guerra e afro-americanos".

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