Grupo rompe com o governo

A ruptura do Grupo Clarín com o governo ocorreu em julho de 2008. Até então aliado da Casa Rosada, a empresa adotou uma posição crítica ao kirchnerismo durante a crise do tarifaço agrário, quando setores agropecuaristas se recusaram a pagar impostos mais altos. Em setembro de 2009, veio a resposta. Fiscais da Receita Federal invadiram a sede do Clarín em uma operação para investigar a situação fiscal da empresa. O caso Papel Prensa explodiu no ano seguinte, em agosto, após a Justiça acatar denúncia de irregularidades na compra da única empresa de papel-jornal do país.

O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2011 | 03h05

Em dezembro de 2010, em nova ofensiva: a Justiça ordenou que Marcela e Felipe Noble, filhos adotivos da presidente do Grupo Clarín, Ernestina Herrera de Noble, fizessem testes de DNA para comprovar se eram filhos de desaparecidos da ditadura. Este ano, Cristina passou a privilegiar com publicidade oficial diários e TVs favoráveis ao governo. Por fim, em maio, o sindicato dos caminhoneiros, ligado ao kirchnerismo, impediu a circulação do Clarín e do La Nación.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.