Grupo suspeito de mortes no Afeganistão agiu no Iraque

Uma unidade de inteligência militar dos Exército dos Estados Unidos que participou de interrogatórios em um centro de detenção afegão, onde dois prisioneiros morreram, também esteve na penitenciária de Abu Ghraib, em Bagdá, reconheceu um porta-voz militar. A Companhia A do 519º Batalhão de Inteligência Militar do Exército americano passou a maior parte de 2003 no Iraque. No ano anterior, membros da companhia estiveram no Afeganistão, onde são investigados pela morte de dois prisioneiros, disse o tenente coronel Billy Buckner, porta-voz do 18º Corpo Aerotransportado, com base em Forte Bragg, na Carolina do Norte.A capitã Carolyn A. Wood era a oficial encarregada dos interrogatórios durante as missões, disse Buckner. O jornal americano The New York Times noticiou nesta segunda-feira a presença da companhia em Abu Ghraib e Bagram, onde situa-se a principal base militar dos EUA no Afeganistão.O nome de Wood também apareceu em The Washington Post, que publicou durante o fim de semana reportagem segundo a qual Wood foi condescendente com técnicas brutais de interrogatório em Abu Ghraib.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.