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Grupo terrorista diz que seqüestrou soldados americanos no Iraque

Um grupo de árabes sunitas extreminstas denominado "Conselho de Shura dos Mujahedins" assumiu nesta segunda-feira o seqüestro de dois soldados dos Estados Unidos e quatro diplomatas russos no Iráque. Além disso, segundo comunicado divulgado em um site, o grupo deu a Moscou um prazo de 24 horas para que retire suas tropas da Chechênia.Os diplomatas russos foram seqüestrados no início do mês em Bagdá por um grupo de homens armados. Já os dois americanos desapareceram na última sexta-feira em uma cidade ao sul da capital iraquiana. De acordo com o canal de TV Al Arabiya, o chamado "Conselho de Shura dos Mujahedins" - uma coligação de grupos extremistas sunitas apoiada pelo ex-líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Mussab al-Zarqawi - assumiu o seqüestro das seis pessoas, em dois comunicados separados divulgados em um site islâmico. Em uma das notas, a organização terrorista afirmou ter assassinado um quinto diplomata russo em Bagdá. Além disso, eles exigem que Moscou libere os prisioneiros muçulmanos chechenos de suas cadeias.Se a Rússia não atender essas exigências, "será responsável pelas conseqüências", acrescenta o comunicado, cuja autenticidade não pôde ser confirmada. A nota lembra que a Rússia expressou sua oposição à invasão do Iraque em 2003, mas denuncia o fato de Moscou ter se equivocado "ao enviar seus diplomatas (a Bagdá) em apoio ao plano dos cruzados" liderados pelos americanos.Os quatro diplomatas russos foram seqüestrados no último dia 3, a 400 metros da sede da embaixada russa na capital iraquiana. O automóvel com os funcionários russos foi cercado por vários homens armados em dois veículos. Os extremistas abriram fogo e acabaram matando Vitali Titov, guarda-costas da delegação.Foram capturados o terceiro secretário da embaixada, Fiodor Zaitsev, além dos funcionários da missão Rinat Galiulin, Anatoli Smirnov e Oleg Fedosseev.No comunicado, o "Conselho de Shura dos Mujahedins" não informou o que fará com os reféns, caso Moscou não responda a suas exigências durante o prazo de 48 horas.Soldados sequestradosEm outro comunicado, o mesmo grupo afirmou que combatentes da ala militar da organização fizeram dois soldados americanos reféns, próximo a Youssefiya, a 30 quilômetros ao sul de Bagdá.Para o grupo, a ação "demonstra a fraqueza dos serviços de inteligência americana". O Exército dos EUA no Iraque anunciou nesta segunda-feira que sete de seus soldados ficaram feridos em operações de busca pelos dois combatentes, desaparecidos após um ataque insurgente em Youssefiya, na sexta-feira. Este ataque deixou um terceiro soldado americano morto.Durante as operações realizadas desde sexta-feira no sul da capital, três supostos rebeldes morreram e mais de 30 foram detidos, segundo o comando militar americano no Iraque.Youssefiya está situada no chamado "triângulo da morte", que inclui cidades como Iskandariya e Mahmudiya, palcos de freqüentes atentados contra civis e militares iraquianos e contra soldados americanos.

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