Grupo vê 2011 como ano mais repressivo na China

Uma grande repressão contra dissidentes, após os protestos no mundo árabe, fizeram de 2011 o pior ano para os direitos humanos na China em uma década, afirmou nesta sexta-feira o grupo Defensores Chineses dos Direitos Humanos, baseado em Hong Kong.

AE, Agência Estado

09 de março de 2012 | 11h42

A entidade se disse preocupada com as longas penas de prisão, os desaparecimentos forçados e a tortura de dissidentes. O estudo encontrou mais de 3.800 casos de detenção arbitrária no ano passado, bem como mais de cem casos de pessoas torturadas apenas por causa do ativismo delas.

"(A repressão) marcou um novo patamar na espiral descendente na questão dos direitos humanos na China, fazendo 2011 o ano mais repressivo desde que o movimento de defesa dos direitos teve início no começo dos anos 2000", disse Renee Xia, diretor internacional do grupo.

A entidade se disse particularmente alarmada pelo "amplo uso de detenção extralegal e desaparecimento forçado". "A repressão impactou não apenas nos ativistas, mas lançou uma mensagem aos cidadãos chineses: quem desafiar o governo vai ser punido", informou o grupo. As informações são da Dow Jones.

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