Grupo venezuelano ameaça deixar a produção de farinha

Grupo venezuelano ameaça deixar a produção de farinha

Empresas Polar fez o anúncio criticando o aumento do preço do milho; Harina PAN é um dos produtos mais importantes do país

O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2014 | 11h38

CARACAS - O grupo Empresas Polar, maior na área de alimentos da Venezuela, anunciou na segunda-feira que pode encerrar a produção de farinha de milho Harina PAN, um dos produtos mais importantes na cesta venezuelana e um dos símbolos da escassez no país, em razão do aumento do preço do milho definido pelo governo de Nicolás Maduro.

"Após o aumento de 218% no preço do milho decretado pelo governo, não é possível continuar a produção da Harina PAN", afirmou o grupo em uma das mensagens postadas na página do Twitter. "O preço justo permite produzir o necessário em quantidades solicitadas e com uma rentabilidade razoável", acrescentou.

Em outras mensagens, o grupo expressou preocupação com a decisão perto da época natalina, quando a procura pelo produto aumenta consideravelmente. Os chavistas costumeiramente acusam a Polar de reduzir intencionalmente a produção e a distribuição de alimentos para pressionar o governo.

"A indústria não pode comprar a matéria prima sem saber se poderá vender seu produto a um preço que lhe permita manter as operações", disse o grupo, ressaltando que o o aumento da matéria-prima e do produto final d"devem ser simultâneos e proporcionais".

 

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