Grupos armados palestinos apóiam plano de paz

O grupo armado palestino Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa manifestou satisfação pela adoção, por parte do governo de Israel, do roteiro para a paz elaborado por mediadores internacionais. "É positivo o fato de o governo israelense ter aceitado o roteiro para a paz", disse Abu Mujahid, porta-voz dos Mártires de Al-Aqsa, "mas muitas questões ainda continuam em aberto".Mujahid pediu ao governo do Estado judeu que interrompa sua política de "assassinatos seletivos" de supostos militantes extremistas palestinos. "As forças armadas israelenses devem parar de matar os líderes da intifada (levante palestino) e os efeitos desse roteiro para a paz devem ser sentidos efetivamente nos territórios. O plano não deve ser somente uma carta de princípios, mas precisa levar a um Estado para o povo palestino", declarou o porta-voz.Por sua vez, o líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin, anunciou hoje em Gaza que o grupo islâmico está disposto a "testar" Israel. Com certas condições, "a suspensão das atividades militares poderia também ser levada em consideração, mas por um breve período, que poderia ser de algumas semanas ou menos de um ano", acrescentou. De acordo com ele, o Hamas interromperia ações contra civis em Israel e reduziria as operações contra alvos militares israelenses e colonos judeus em áreas ocupadas da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.Yassin afirmou esperar bons resultados dos encontros de amanhã entre os primeiros-ministros israelense, Ariel Sharon, e palestino, Mahmoud Abbas, e da próxima semana, quando os dois se reunirão com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na Jordânia. No entanto, o líder espiritual do Hamas voltou a qualificar como "armadilha" o roteiro para a paz elaborado pelo chamado Quarteto, um grupo de mediadores composto por EUA, Rússia, União Européia e Organização das Nações Unidas.

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