Grupos de ajuda humanitária se afastam dos militares

Grupos de ajuda humanitária prontos para entrar no Iraque com alimentos, cobertores e plano médico recusaram a proteção das tropas americanas, temendo que ser associados a um superpoder invasor pode ser mais perigoso do que andar sozinhos.Esta decisão sem precedentes de se esquivar a uma ligação visível com os militares é estimulada em grande parte pelos sentimentos anti-americanos em partes do mundo muçulmano onde muitos desses grupos operam, dizem as agências de ajuda humanitária.?Deus nos ajude de formos identificados como uma das partes beligerantes?, diz o chefe de segurança da Care, um ex-coronel fuzileiro naval que esteve na Somália. Para um guerrilheiro com uma arma, a natureza brutalmente aleatória da guerra moderna apagou a linha entre ajuda humanitária e o inimigo intrometido.O difícil casamento de grupos de ajuda e exércitos multinacionais na Bósnia, em Kosovo e Somália pode ter terminado em divórcio no Afeganistão, quando soldados americanos armados vestidos com roupas civis distribuíam ajuda. ?Aquilo aumentou o nosso risco de segurança consideravelmente?, disse Mark Bartolini, diretor no Oriente Médio do Comitê Internacional de Resgate. ?A grande maioria dos grupos de ajuda mantém distância dos militares. Esta (a do Iraque) é uma guerra altamente controvertida.?Veja o especial :

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