Grupos de ajuda pedem a líderes mundiais resposta mais rápida ao Ebola

Cada atraso de 30 dias no isolamento de pacientes Ebola fará triplicar os casos diários da epidemia mortal que varre a África Ocidental, de acordo com novas previsões divulgadas na terça-feira, na véspera do início da Assembleia-Geral da ONU.

STELLA DAWSON, REUTERS

24 de setembro de 2014 | 08h21

Enquanto os líderes mundiais se reúnem em Nova York esta semana para a reunião anual das Nações Unidas, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu uma sessão especial sobre o Ebola para ampliar os esforços internacionais de combate ao vírus letal que infectou pelo menos 5.500 pessoas e matou mais de 2.700 em cinco países.

Agências de ajuda humanitária e grupos sem fins lucrativos que trabalham na linha de frente de combate ao Ebola na Libéria, Serra Leoa e Guiné, os países mais afetados, disseram ser preciso urgentemente que os líderes mundiais se posicionem em três frentes: mais centros de isolamento, tanto para cuidados médicos intensivos como cuidados básicos na comunidades; mais profissionais de saúde; e mais equipamentos, roupas e materiais de proteção, desinfetante e outros suprimentos.

"Este é o momento para a ação", disse Margaret Aguirre, diretora de iniciativas globais da organização sem fins lucrativos International Medical Corps, que oferece treinamento de saúde em todo o mundo.

"Esperamos que a ONU seja capaz de mobilizar apoio técnico e financeiro adicional e aumentar a pressão sobre os Estados membros para intensificarem suas contribuições diretas e multilaterais para combater este desastre global de saúde."

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