Grupos de direitos humanos pedem desarmamento no Haiti

Líderes políticos e grupos de defesa dos direitos humanos pediram que o governo provisório do Haiti retire milhares de armas de fogo que ainda circulam pelas ruas, quatro meses após a queda do presidente Jean-Bertrand Aristide. Em carta enviada ao premier Gerard Latortue, os grupos destacam que o desarmamento exigirá uma ampla campanha nos meio de comunicação, negopciação com os que ainda apóiam Aristide e um tratamento duro para com as milícias que ajudaram e remover o presidente.A despeito da decisão do líder rebelde Louis-Jodel Chamblain ter se apresentado para responder pelo assassinato de correligionários de Aristide, outras lideranças paramilitares continuam a controlar partes do país. Grupos de direitos humanos acusam o primeiro-ministro de forjar alianças com milicianos rebeldes e perseguir os que apoiavam Aristide.Como líderes da força militar das Nações Unidas no Haiti, brasileiros deverão ajudar a polícia haitiana com o processo de desarmamento. Mas, com 100 dias já cumpridos do governo de Latortue, não parece haver um plano articulado nesse sentido. ?Não estamos fazendo operações de desarmamento porque não temos ordens? das autoridades haitianas, diz o coronel Antonio Carlos Faillaca, porta-voz das tropas brasileiras.

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