Grupos de direitos humanos se opõem a ajuda à Colômbia

Os Estados Unidos deveriam reter sua ajuda antidrogas concedida ao Exército da Colômbia porque a instituição não cumpre as condições de direitos humanos exigidas pelo Congresso dos EUA, informaram três importantes grupos de direitos humanos nesta terça-feira. A crítica veio à tona um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ter proposto a expansão da ajuda militar à Colômbia para ajudar o país a proteger um importante duto de petróleo de ataques guerrilheiros.A assistência militar concedida à Colômbia está limitada ao combate às drogas. Nenhuma condição foi atendida, diz um documento publicado em conjunto pela Anistia Internacional, pela Human Rights Watch e pelo Gabinete de Washington na América Latina."Em 2001, a violência política aumentou, o massacre de civis mais do que dobrou em freqüência, ataques contra sindicalistas e funcionários de grupos de defesa dos direitos humanos continuam com altos índices e os perpetradores de abusos contra os direitos humanos continuam sem responder por seus atos", disse Alexandra Arriaga, da Anistia Internacional, durante entrevista coletiva.O Departamento de Estado dos EUA informou estar analisando as preocupações dos ativistas e deve decidir dentro de algumas semanas se a Colômbia tem condições de receber a ajuda. De acordo com a chancelaria norte-americana, os governos de Colômbia e Estados Unidos fazem do respeito aos direitos humanos uma prioridade.O governo da Colômbia não comentou o episódio. A Colômbia foi a principal beneficiária de um pacote de US$ 625 milhões aprovado pelo Congresso no ano passado para o combate às drogas na região andina. O pacote faz parte do Plano Colômbia, um programa de US$ 1,3 bilhão que fornece helicópteros e treinamento aos agentes antidrogas colombianos.

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