Grupos fazem campanha de desobediência civil no Iêmen

Grupos de várias cidades do Iêmen lançaram uma campanha de desobediência civil hoje com o objetivo derrubar o presidente Ali Abdullah Saleh, no poder há 32 anos. A campanha faz parte dos protestos iniciados em fevereiro e que foram inspirados nas revoltas ocorrida em vários países do mundo árabe. Manifestações quase diárias têm pedido a saída de Saleh.

AE, Agência Estado

27 de abril de 2011 | 12h28

De acordo com ativistas da oposição, moradores de pelo menos 18 cidades se envolveram na campanha de desobediência civil. Lojas, escolas e escritórios do governo ficaram fechados. O objetivo é promover o fechamento desses estabelecimentos duas vezes por semana até a saída de Saleh.

O presidente se mantém no cargo apesar dos protestos e da renúncia de muitos partidários leais, incluindo membros de sua tribo, oficiais militares e importantes autoridades do governo. Mais de 130 pessoas foram mortas por forças de segurança e partidários de Saleh desde o início das manifestações.

Na segunda maior cidade do país, Taiz, dezenas de milhares de manifestantes foram para as principais ruas protestar contra uma iniciativa de países do Golfo Pérsico que deu a Saleh e à sua família imunidade contra processos judiciais, informou o ativista Nouh al-Wafi.

Os autores da iniciativa, os seis países que formam o Conselho de Cooperação do Golfo, vão se reunir no domingo na capital da Arábia Saudita, Riad, onde seus ministros de Relações Exteriores devem ajustar a proposta para encerrar a crise no Iêmen. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Iêmenprotestosdesobediência civil

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.