Grupos gastam milhões para conter magnata

De acordo com o The New York Times, a contagem dos votos no sábado deixou claro que Trump tem tido trabalho para construir uma rede de partidários leais, deixando-o muito dependente dos eleitores que votam antecipadamente nas primárias

O Estado de S. Paulo

08 de março de 2016 | 07h00

WASHINGTON - Grupos republicanos contrários à indicação do magnata Donald Trump devem gastar nos Estados da Flórida e Illinois mais de US$ 10 milhões em propaganda e novos ataques contra o pré-candidato, em um esforço para impedir sua indicação, acusando-o de ter posições esquerdistas e mostrando contrariedades em seu discurso. 

O esforço pretende atingir os indecisos, que tendem a não apoiar o magnata. “Trump tem de se preocupar com a consistente rejeição do eleitor que se decide mais tarde”, disse Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara dos Deputados. 

De acordo com o The New York Times, a contagem dos votos no sábado deixou claro que Trump tem tido trabalho para construir uma rede de partidários leais, deixando-o muito dependente dos eleitores que votam antecipadamente nas primárias. 

Com a grande jornada de primárias este mês, terão votado 24 Estados, mais o Distrito de Columbia, nas duas primeiras semanas de março – nas cinco semanas seguintes só o farão quatro Estados. Esse tempo é vital para que o esforço da elite republicana ganhe apelo entre os eleitores. 

O grupo Stop Trump vem gastando grandes quantias em anúncios na TV. Quatro grupos diferentes têm reservado ao menos US$ 10 milhões em propaganda na Flórida. Dois anúncios do American Future Fund, que já gastou US$ 2 milhões na Flórida e Illinois, mostram condecorados veteranos atacando Trump como um enganador em assuntos militares. 

Outro grupo, o Our Principles, reservou US$ 3,5 milhões para anúncios em Illinois e Flórida, além de enviar cartas pelo correio para os eleitores. Em conversas privadas, segundo o New York Times, um assessor da campanha de Trump disse que os anúncios preocupam a campanha do magnata. / NYT

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