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Grupos islâmicos disputam umas áreas e se aliam em outras

Rami Abdurrahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, é a fonte mais bem informada e confiável do conflito. Em entrevista ao Estado, de seu escritório em Coventry, no centro da Inglaterra, Abdurrahman, que recebe informações diariamente de 300 informantes espalhados pela Síria, explicou o mosaico de grupos islâmicos.

Entrevista com

Lourival Sant'Anna, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2014 | 02h06

Isil e Al-Nusra são inimigos?

Rami Abdurrahman - Não. Eles concorrem pelo controle e a Al-Nusra está tentando se aproveitar da vulnerabilidade do Isil tomando as bases desocupadas e os combatentes rendidos. Em vários casos a Al-Nusra atuou como intermediária entre o Isil e batalhões islâmicos e seculares que lutavam contra ele. Não há combates entre os dois grupos, mas há entre o Isil e um batalhão que jurou lealdade à Al-Nusra. O Isil e a Al-Nusra lutam lado a lado em várias frentes, por exemplo na Província de Hasakah (de maioria curda) contra o YPG (grupo curdo) e na zona rural de Damasco contra o regime.

A luta contra o regime praticamente parou no norte?

Rami Abdurrahman - Não. Há várias frentes de luta entre forças pró e contra o regime na cidade e na província de Alepo. Os confrontos com o regime pararam em Raqqa.

De onde vêm o dinheiro e as armas do Isil?

Rami Abdurrahman - Do controle sobre campos de petróleo e territórios na Síria, assim como de patrocinadores no Golfo Pérsico. Os combatentes estrangeiros entram pela Turquia.

O senhor tem esperança na conferência da Suíça, dia 22?

Rami Abdurrahman - Infelizmente, não. Todos os países envolvidos estão buscando apenas seus interesses nacionais, à custa das vidas dos sírios.

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