Grupos islâmicos levarão caso das charges à ONU

Vinte e sete organizações islâmicas dinamarquesas anunciaram nesta sexta-feira que levarão o caso das charges do profeta Maomé, publicadas pelo jornal Jyllands-Posten, ao Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU. A decisão chega dois dias depois de o promotor-geral dinamarquês rejeitar uma ação penal contra o jornal por violar as leis sobre blasfêmia e difamação por motivos religiosos. Segundo o promotor, não havia base jurídica para o processo. A escolha do Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas se deu por este ser um órgão mais relevante e que atua com mais rapidez do que o Tribunal de Direitos Humanos de Estrasburgo, disse o porta-voz da Sociedade da Religião Islâmica, Kasem Said. "Nosso ponto de partida é que a Dinamarca, ao não perseguir juridicamente o jornal, quebrou as obrigações estabelecidas pela convenção da ONU sobre direitos humanos e políticos e a convenção internacional para eliminar qualquer forma de discriminação racial", disse Ahmed Akkari, porta-voz das 27 organizações. Após o fechamento da via penal na Dinamarca, as associações islâmicas tentarão agora a via civil, à qual recorrerão em nome dos cidadãos muçulmanos que se sentiram feridos e ofendidos pelas caricaturas. A publicação dos desenhos geraram uma crise política e econômica entre a Dinamarca e o mundo islâmico.

Agencia Estado,

17 Março 2006 | 11h53

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