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Grupos ligados à Al- Qaeda pedem união de militantes no Iraque e na Síria

Em rara declaração comum, Al-Qaeda na Península Arábica e a Al-Qaeda no Magreb Islâmico pedem fim das lutas internas

O Estado de S. Paulo, O Estado de S. Paulo

16 de setembro de 2014 | 14h53


DOHA -  Dois grupos ligados à rede Al-Qaeda exortaram as facções militantes que combatem no Iraque e na Síria a pararem de lutar entre si e a se unirem contra a aliança liderada pelos Estados Unidos que se prepara para atacar o Estado Islâmico (EI), de acordo com um comunicado conjunto publicado online.

"Parem com as lutas entre si e cerrem fileiras contra a campanha dos EUA e da aliança satânica que espera a todos nós", declararam a Al-Qaeda na Península Arábica e a Al-Qaeda no Magreb Islâmico, em uma rara declaração em comum.

O EI, uma dissidência da Al-Qaeda, vem combatendo vários grupos islâmicos rivais na Síria, entre eles, a Frente Al-Nusra, a ala oficial da Al-Qaeda no território sírio, que tem tentado resistir ao avanço dos radicais sunitas durante o último ano.

O Estado Islâmico também iniciou uma guerra de propaganda contra o comando central da Al-Qaeda em uma tentativa não muito velada de tomar a liderança da militância global das mãos do grupo fundado por Osama bin Laden, morto por forças americanas em 2011.

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou planos de estabelecer uma coalizão abrangente contra o EI na semana passada, e potências mundiais reunidas em Paris na segunda-feira deram apoio público à ação militar para combater a facção linha-dura no Iraque. 


Os grupos apelaram aos militantes e seus apoiadores para que "parem com as campanhas de matança mútua e direcionam suas espadas honestas contra o líder dos infiéis, os EUA, e sua aliança injusta e agressiva".


"Diante desta campanha injusta dos cruzados, não temos escolha a não ser nos posicionar diante de quem odeia o islã e os muçulmanos, os EUA e seus aliados, que são os verdadeiros inimigos do mundo muçulmano", afirma o comunicado.


A declaração é de 11 de setembro, 13º aniversário dos ataques da Al-Qaeda que mataram quase 3 mil pessoas em Nova York, Washington e Pensilvânia.


O comunicado diz que o verdadeiro propósito da aliança liderada pelos americanos é combater os muçulmanos, "com a desculpa de atacar o Estado Islâmico e destruí-lo".


O grupo ainda apelou aos árabes do Golfo Pérsico e a todos os muçulmanos cujos governos sejam parte da coalizão para que os impeçam, "com todos os meios legítimos, de ir à guerra contra o Islã com a desculpa de combater o terrorismo". / REUTERS

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