Grupos palestinos negam cessar-fogo em Gaza

Três dos principais grupos militantes palestinos negaram ter fechado um acordo para o fim dos ataques com mísseis caseiros contra Israel: Brigadas de Al-Aqsa, Jihad Islâmica e Hamas.Assim, cai por terra o comunicado divulgado na manhã deste sábado, dando conta de que grupos militantes, na Faixa de Gaza, teriam feito um acordo para "parar de atirar mísseis em Israel, dizendo que esperam que o país inimigo faça como eles e pare de atacá-los", segundo disseram oficiais de alto escalão palestinos. (Leia proposta sobre o cessar-fogo) Nesta tarde, Abu Kosai, porta-voz das Brigadas de Al-Aqsa, disse que o anúncio "é infundado. Continuaremos lançando foguetes nas comunidades sionistas enquanto a agressão continuar. Enquanto a agressão existir, é nosso direito responder". Ele acrescentou que entrou contato com todos os militantes que estão nos campos de batalha, e eles também não sabiam nada sobre o cessar-fogo.Outro que não foi informado sobre o fato é Abu Ahmed, porta-voz da Jihad Islâmica. Para ele, "isso é uma notícia completamente falsa. A resistência continuará porque a agressão existe e os foguetes são uma das ferramentas que usamos nessa resistência".O Hamas afirmou que também desconhece o acordo de cessar fogo. Segundo o oficial do grupo, Osama Muzaini, os grupos militantes não atacam, mas apenas respondem aos ataques israelenses. "Deixe o inimigo parar com os ataques em nossa terra", informou Muzaini.Já as forças de defesa israelenses informaram que não comentarão, por enquanto, a notícia do cessar-fogo.Em 25 de junho, militantes palestinos ligados ao Hamas mataram dois soldados israelenses e seqüestraram um outro em um ataque a um posto militar próximo da fronteira.Mais de 100 palestinos, em sua maioria civis, foram mortos desde então, com ataques diários de jatos, tanques e artilharias israelenses contra Gaza, e centenas de foguetes de fabricação caseira lançados no sul de Israel pelos militantes.

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