Grupos pedem inquérito sobre ação de soldados de Israel

Oito grupo de direitos humanos israelenses se juntaram hoje para exigir uma investigação federal sobre a atuação do Exército durante a ofensiva de 22 dias na Faixa de Gaza. As entidades pediram ao procurador-geral, Menachem Mazuz, também conselheiro legal do governo, para agir "dada a escala das mortes entre a população civil" em Gaza. Um comunicado das entidades aponta que o número de mulheres e crianças mortas foi algo "horripilante". O texto cita dados do Ministério da Saúde palestino, segundo o qual, houve mais de 1.300 mortos na ofensiva, incluindo 410 crianças e aproximadamente 100 mulheres. Outras 5.300 pessoas ficaram feridas, 1.855 delas crianças e 795 mulheres. "As regras da guerra parecem ter sido completamente menosprezadas, forçando Israel a abrir um inquérito independente imediatamente", argumentam os grupos. "Nós convocamos o conselheiro legal do governo a agir agora para estabelecer um mecanismo de investigação independente."Os ativistas incluem o B''tselem, principal entidade de direitos humanos israelenses, que também zela pelos territórios ocupados, os médicos pelos Direitos Humanos, o Haverá Justiça e o Comitê Público Contra a Tortura. Os grupos apontam também que os civis israelenses foram alvo de foguetes palestinos vindos de Gaza, "uma séria violação da lei internacional". Contudo, "isso não autoriza Israel a fazer o mesmo". As informações são da Dow Jones.

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