Grupos políticos rivais entram em confronto no Sri Lanka

Partidários do governo do Sri Lanka jogaram pedras hoje em milhares de ativistas da oposição enquanto a polícia lançava água e gás lacrimogêneo para conter os manifestantes. Os oposicionistas protestavam na capital, Colombo, contra a prisão do derrotado candidato presidencial Sarath Fonseka.

AE-AP, Agencia Estado

10 de fevereiro de 2010 | 13h23

O confronto foi o primeiro no que promete ser um período tenso no país, antes das eleições parlamentares em 8 de abril. No dia 26, o país realizou eleições presidenciais, nas quais o presidente Mahinda Rajapaksa obteve uma vitória folgada sobre o ex-chefe do Exército Fonseka.

Os confrontos começaram na parte de fora da Suprema Corte, onde partidários da oposição se reuniram para protestar contra a prisão de Fonseka. O general foi levado pela polícia militar, na segunda-feira, acusado de perturbação da ordem pública. O advogado do militar, Wijeyadasa Rajapakshe, disse hoje que foi apresentada uma apelação na Suprema Corte pedindo a libertação de Fonseka. Rajapakshe afirmou que a detenção foi ilegal e o general não foi formalmente acusado.

A oposição avaliou a detenção como um ato intimidatório, antes das eleições parlamentares de abril. Enquanto os partidários da situação lançavam pedras nos oposicionistas, a polícia não interveio. Quando os partidários da oposição reagiram, porém, os policiais começaram a lançar gás lacrimogêneo neles.

Um fotógrafo da Associated Press viu alguns oposicionistas sangrando. Um funcionário de um hospital, Pushpa Soyza, disse que havia três civis e dois policiais sendo tratados com ferimentos leves.

Antes aliados, Fonseka e Rajapaksa foram ambos considerados heróis da vitória da maioria cingalesa no Sri Lanka sobre os rebeldes do Exército de Libertação dos Tigres do Tamil Eelam (LTTE). O LTTE lutava por um território independente para a minoria tâmil, mas foi derrotado em maio passado.

Os oposicionistas prometeram uma série de protestos pelo país por causa da prisão de Fonseka. A coalizão de Rajapaksa tenta obter uma maioria de dois terços no Parlamento, garantindo controle quase total sobre a nação insular ao sul da Índia.

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