Grupos pró-palestinos se organizam em universidades dos EUA

A causa palestina está ganhando adeptos nas universidades dos Estados Unidos, onde, em nome da Palestina, multiplicam-se manifestações, marchas, protestos e ameaças de boicote. A tendência começou, como de costume, entre os estudantes da Universidade de Berkeley (Califórnia), mas se espalhou rapidamente para o resto das universidades norte-americanas.Enquanto os núcleos de protestos pró-palestinos são formados por estudantes de origem árabe, cada vez mais universitários "neutros" unem-se às manifestações, impulsionados principalmente pelas imagens de atrocidades do Oriente Médio. "Quando a gente vê as imagens dos ataques israelenses nos territórios palestinos, dos motoristas de ambulâncias na mira dos soldados, de mulheres sendo obrigadas a darem à luz em postos de bloqueios, fica clara a desproporção das forças em jogo", observou Snehal Shingavi, membro do grupo "Estudantes por Justiça na Palestina", em Berkley.Embora os estudantes pró-Israel sejam em muitas universidades dos EUA mais numerosos que os árabes, a rapidez da expansão dos grupos pró-palestinos começou a alarmar os alunos judeus. "Seu objetivo é o de mostrar Israel como um Estado racista, horrível, como um regime fascista", afirma David Livshiz, membro do "Movimento Americano para Israel", na Universidade de Michigan, referindo aos grupos pró-palestinos. "O problema é que a causa palestina está cada vez mais popular nas universidades norte-americanas".Depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, os estudantes árabes e muçulmanos mantiveram discrição por alguns meses, temendo agressões verbais e físicas. No entanto, desde janeiro deste ano, os protestos pró-palestinos ganharam adesões, até a explosão das últimas semanas.Estão previstas para esta terça-feira manifestações pró-palestinos em mais de 30 universidades norte-americanas. Batizado como "dia de ação", a data marcará também o começo de uma campanha para convencer as universidades a não investir fundos em companhias que mantêm relações de negócios com Israel.

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