Grupos radicais e policiais se enfrentam em jornada de greve na Grécia

Mais de 25 mil pessoas participaram da manifestação em frente ao Parlamento grego

Efe

15 de junho de 2011 | 11h14

Manifestantes encapuzados destruíram contêineres e pontos de ônibus e atacaram os policiais com pedras e bombas incendiárias

 

 

ATENAS - Os protestos maciços durante a jornada de greve geral na Grécia resultaram nesta quarta-feira, 15, em graves enfrentamentos entre grupos radicais e policiais, que tiveram que utilizar gás lacrimogêneo para controlar a situação.

 

Segundo a primeira informação do serviço de emergência médica, EKAB, ao menos três pessoas foram hospitalizadas nesta quarta-feira com ferimentos leves, entre elas um policial, enquanto outras quatro serão transferidas para receber atendimento médico.

 

Nas ruas ao redor do Parlamento, grupos de manifestantes encapuzados destruíram contêineres e pontos de ônibus e atacaram os policiais com pedras e bombas incendiárias.

 

A Polícia realizou dezenas de detenções, mas os detidos foram postos em liberdade em seguida, segundo informaram fontes policiais à Agência Efe.

 

Mais de 25 mil pessoas participam da manifestação em frente ao Parlamento. Milhares de manifestantes tentaram romper o cordão policial que rodeava o Parlamento e inclusive tentaram derrubar uma cerca de dois metros imposta pelas forças de segurança em torno do Parlamento, onde deve se reunir a comissão de Finanças parlamentar para discutir o novo programa de austeridade.

 

Grupos de manifestantes jogaram ovos e garrafas de água contra a comitiva do primeiro-ministro. Os policiais prenderam 12 pessoas, que foram libertadas logo em seguida.

 

Os manifestantes estão concentrados desde as primeiras horas do dia em frente ao prédio do Legislativo - protegido por um forte dispositivo policial - para tentar bloquear o acesso dos deputados.

 

A Comissão de Finanças da casa deve debater nesta quarta-feira o programa de austeridade aprovado pelo Governo para injetar nos cofres públicos 78 bilhões até 2015, mediante privatizações e fechamentos de empresas públicas, cortes salariais e de previdência e aumentos de impostos.

 

O protesto foi convocado pelos sindicatos gregos, mas a ele se uniram milhares dos manifestantes conhecidos como "indignados", que há dias vêm ocupando as principais praças do país para contestar o Governo.

 

Papandreou solicitou uma reunião urgente para esta quarta-feira com o presidente grego, Karolos Papoulias, para analisar a grave situação política e econômica do país.

 

Enquanto a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) exigem a aplicação de duras políticas de economia como condição para continuar fornecendo ajuda financeira ao país, Papandreou enfrenta a rejeição de parte de sua base parlamentar para aprovar essas medidas, indicam a imprensa grega.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.