Luis ROBAYO / AFP
Luis ROBAYO / AFP

Guaidó afirma que forças militares venezuelanas o ajudaram a entrar na Colômbia

Presidente interino autoproclamado visitou o centro de armazenamento no lado colombiano da ponte Tienditas ao lado dos presidentes da Colômbia, Iván Duque; Chile, Sebastián Piñera, e Paraguai, Mario Abdo Benítez

EFE, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2019 | 02h31

O presidente do Parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país, afirmou nesta sexta-feira, em Cúcuta, que as forças militares venezuelanas ajudaram-no a ingressar à Colômbia, onde chegou para um show de artistas internacionais pelo seu país, além de visitar um centro de recolhimento de ajuda humanitária.

"Como chegamos aqui hoje na Colômbia? Quando proibiram o espaço aéreo, quando proibiram todo tipo de transporte marítimo, obstaculizaram as vias, dispararam em deputados que vinham em caravana até a fronteira, estamos aqui precisamente porque as forças armadas (venezuelanas) também participaram deste processo. Essa é a verdade", afirmou Guaidó. 

O opositor visitou o centro de armazenamento no lado colombiano da ponte Tienditas ao lado dos presidentes da Colômbia, Iván DuqueChile, Sebastián Piñera, e Paraguai, Mario Abdo Benítez, para supervisionar as toneladas de ajuda humanitária enviadas pelos Estados Unidos e Porto Rico, que tentarão entrar na Venezuela neste sábado.

Ele acrescentou que este é um "momento histórico para a Venezuela e também para a região" e disse que, neste sábado, "rios de unidade" de ajuda ingressarão em seu país.

"Em nome de toda a Venezuela, em nome de uma Venezuela que busca unir todas as pessoas, como o nome desta ponte, Unidade, hoje, os obstáculos que uma ditadura impõe, amanhã, serão rios de unidade, de paz, de pessoas que querem salvar vidas", disse.

Além disso, agradeceu à Colômbia pelo apoio recebido e ao "povo da Venezuela a quem agradeço por este apoio para poder estar aqui".

A Colômbia foi um dos primeiros países a reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela e desde então liderou um cerco diplomático para pressionar o governo de Nicolás Maduro e conseguir que ele abandone o poder. 

Da mesma forma, Guaidó disse que a ajuda humanitária "não é mendigar", como disse Maduro dias atrás, mas, sim, "reconhecer uma crise". 

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