Matias DELACROIX / AFP
Matias DELACROIX / AFP

Guaidó convoca venezuelanos para marcha contra Maduro

Mobilização está marcada para o dia 1º de maio. Segundo o líder opositor, será a 'maior marcha já vista na história da Venezuela'

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2019 | 09h01

CARACAS - O presidente do Congresso da Venezuela, Juan Guaidó, convocou na última sexta-feira, 19, uma grande marcha para o dia 1º de maio, como parte das ações para pressionar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a deixar o poder.

“Convocamos todo o povo para a maior marcha já vista na história da Venezuela, exigindo o fim da usurpação, que se termine essa tragédia”, disse o líder opositor em ato público em uma praça no leste de Caracas. “Terão que escutar o povo exigindo: basta já.”

Guaidó invocou a Constituição em janeiro deste ano para se autoproclamar presidente interino. O líder opositor foi reconhecido por dezenas de países que rejeitaram a reeleição do presidente Nicolás Maduro, que teve votação questionada em 2018.

“Os pontos de concentração para a marcha vão acontecer onde se juramentaram os comitês de ajuda e liberdade”, disse Guaidó, que não detalhou o destino final da mobilização realizada no Dia do Trabalhador.

No início do mês, a oposição começou a criar comitês para organizar o protesto dos cidadãos. “No regime, eles não têm nada para dar”, disse Guaidó, que logo se dirigiu aos militares. “Forças Armadas, acompanhem o legítimo pedido de um povo que demanda viver”, acrescentou.

O presidente do Parlamento ofereceu garantias a militares e servidores públicos para que participem de uma transição. O país petroleiro já enfrenta cinco anos de recessão com hiperinflação que deteriorou a renda das famílias e levou à migração de mais de 3 milhões de pessoas, segundo a Organização das Nações Unidas.

“Ele (Guaidó) não está sozinho, tem o apoio do povo. Cada dia vemos que estamos avançando, isso não tem volta atrás. Eu não vejo isso amanhã, mas sim agora”, disse Ileidi Vegas, professora aposentada de 58 anos que estava no ato do líder opositor. / REUTERS

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