Ariana Cubillos/AP
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Guaidó culpa Maduro por 'assassinato' de vereador na Venezuela

O líder opositor culpou as FAES pelo crime, um corpo de elite da polícia criado em 2017 acusadas de múltiplas violações dos direitos humanos em sua luta contra a delinquência, incluindo execuções

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2019 | 20h07

CARACAS - O líder opositor venezuelano Juan Guaidó - que se autoproclamou presidente interino do país em janeiro - culpou nesta quinta-feira, 17, o governo de Nicolás Maduro pelo "assassinato" do vereador de oposição em Caracas Edmundo Rada

O vereador Edmundo "Pipo" Rada apareceu "com o corpo calcinado, com dois tiros na nuca" após ser dado como desaparecido na quarta-feira, denunciou Guaidó, em entrevista coletiva. 

"Isso é um assassinato da ditadura (...). Há claros indícios de que a causa é política", declarou o líder opositor, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.

Segundo Guaidó, o crime foi cometido pelas Forças de Ações Especiais (Faes). "Esta é a informação que temos preliminarmente". 

As Faes, um corpo de elite da polícia criado em 2017, são acusadas de múltiplas violações dos direitos humanos em sua luta contra a delinquência, incluindo execuções.

Rada, do partido Vontade Popular de Guaidó, era um conhecido líder social do populoso bairro de Petare.

"No mesmo dia em que um sistema da ONU permite que uma ditadura como a de Maduro se sente em uma cadeira banhada de sangue produto da violação dos direitos humanos, assassinam Edmundo Rada", disse Guaidó em entrevista coletiva sobre a vaga entregue a Caracas nesta quinta-feira no Conselho de Direitos Humanos.

Um relatório da Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, a chilena Michelle Bachelet, revelou em julho que o governo venezuelano reportou 5.287 mortes por "resistência à autoridade" em 2018, e outras 1.569 entre 1º de janeiro e 19 de maio de 2019. Muitos desses casos, segundo Bachelet, podem constituir execuções extrajudiciais./AFP 

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