YURI CORTEZ / AFP
YURI CORTEZ / AFP

Guaidó irá até fronteira com a Colômbia para buscar ajuda humanitária

Líder da oposição venezuelana deverá seguir em caravana na manhã desta quinta-feira, 21, para liberar entrada de doações no país

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2019 | 03h53

CARACAS - O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país em janeiro, sairá nesta quinta-feira, 21, em caravana para a fronteira com a Colômbia com o objetivo de buscar a ajuda humanitária que está bloqueada pelo governo de Nicolás Maduro. A assessoria de Guaidó declarou sua saída deve acontecer nas primeiras horas da manhã.

O líder opositor estará acompanhado dos deputados antichavistas que, na terça-feira, 19, aprovaram um acordo autorizando a entrada da ajuda humanitária proporcionada pelos Estados Unidos e vários países para atenuar a falta de medicamentos e alimentos na Venezuela.

A oposição venezuelana entende que o país atravessa uma "emergência humanitária complexa" e Guaidó garante que as doações ingressarão no próximo sábado, 23, apesar do bloqueio do regime de Maduro. Nesta quarta, 20, o governo venezuelano suspendeu a saída de embarcações de todos os portos do país.

Também nesta quarta, Guaidó ganhou o apoio dos principais sindicatos de caminhoneiros da Venezuela. Segundo representantes do setor, mais de 300 caminhões tentarão cruzar as fronteiras do país para recolher alimentos e remédios na Colômbia e no Brasil.

O líder opositor planeja manifestações diante de quartéis e mobilizações de voluntários na fronteira para tentar convencer os militares a permitir a entrada da ajuda no sábado. “Vamos nos concentrar nos quartéis de maneira pacífica, mas muito contundente”, disse Guaidó durante reunião com caminhoneiros. “Iremos a cada um desses postos exigir ajuda humanitária.” / EFE

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