AP Photo/Fernando Llano
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Guaidó lidera caravana rumo à fronteira com a Colômbia para receber ajuda humanitária

Entrada de alimentos e remédios enviados pelos Estados Unidos foi proibida por Nicolás Maduro, que anunciou a suspensão de voos e embarcações até a Venezuela e posicionou militares nas fronteiras

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2019 | 13h05

O opositor Juan Guaidó, reconhecido por 50 países como presidente interino da Venezuela, dentre eles o Brasil, partiu nesta quinta-feira, 21, rumo à fronteira com a Colômbia para receber a ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos.

No sábado 23, alimentos e remédios são aguardados para chegar por terra e mar às fronteiras do país, embora o governo de Nicolás Maduro tenha anunciado no dia anterior a suspensão de voos e embarcações vindos de Curaçau para impedir a entrada dos kits.

Ele fará a viagem de 800 quilômetros a partir de Caracas na companhia de cerca de 80 parlamentares do Congresso, afirmaram parlamentares da oposição. “Por meio do pedido de ajuda humanitária, a população se beneficiará da chegada desses produtos à fronteira venezuelana”, disse o parlamentar opositor Edgar Zambrano enquanto esperava com colegas por vários ônibus em uma praça do leste de Caracas.

Ainda não está claro como Guaidó planeja receber a ajuda. Integrantes da oposição sugeriram a formação de correntes humanas através da fronteira colombiana para passar pacotes de pessoa a pessoa e frotas de barcos provenientes das Antilhas Holandesas.

O governo Maduro nega existir uma crise econômica e informou que soldados continuarão posicionados nas fronteiras do país para evitar possíveis incursões. / AFP e Reuters

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