Leonardo Muñoz / EFE
Leonardo Muñoz / EFE

Guaidó nomeia nova diretoria da Citgo e da PDVSA

Medida já tinha sido cogitada há alguns dias, como meio de a oposição controlar fundos da estatal do petróleo controlados pelo chavismo

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2019 | 16h11

CARACAS - O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, nomeou nesta quarta-feira, 13, novos diretores para a PDVSA e sua subsidiária nos Estados Unidos, a Citgo. 

Todos os nomes estão ligados à oposição venezuelana. O mais conhecido deles é o ex-prefeito de El Hatillo David Smolansky.

A medida já tinha sido cogitada há alguns dias, como meio de a oposição controlar fundos da estatal do petróleo controlados pelo chavismo. 

Não está claro, no entanto, como a nova diretoria conseguirá acesso às empresas, ainda controladas pelo presidente Nicolás Maduro


A escolha foi referendada em uma votação da Assembleia Nacional, controlada pela oposição, mas que teve os poderes cassados pelo chavismo ainda em 2016. 

Farão parte da nova diretoria da PDVSA Simón Antúnez, Gustavo J. Velásquez, David Smolansky, Carlos José Balza e Ricardo Alfredo Prada. A chefia da Citgo será composta por Édgar Rincón, Oswaldo Núñez, Fernando Vera, Elio Tortolera e

Andrés Padilla.

O processo de seleção dos dirigentes não foi divulgado. Segundo a oposição, o objetivo da medida é "proteger os ativos da Citgo" diante de processos na Justiça por dívidas contraídas por Maduro. 

As importações americanas de petróleo caíram na semana passada devido à abrupta redução dos envios da Venezuela, após as sanções de Washington contra Caracas, disse nesta quarta-feira a agência americana de Energia (EIA).

As menores importações dos EUA estão ligadas ao colapso nas compras de petróleo venezuelano, que na semana passada totalizaram 117 mil barris por dia - o que significa cinco vezes menos que os 587 mil da semana encerrada em 25 de janeiro. 

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos aplicou sanções contra a petrolífera estatal venezuelana PDVSA desde 28 de janeiro, impedindo-a de fazer transações com entidades norte-americanas. 

Os estoques comerciais de petróleo nos Estados Unidos, enquanto isso, subiram um pouco mais do que o esperado na semana encerrada em 8 de fevereiro.

Eles aumentaram em 3,6 milhões de barris para 450,8 milhões quando os analistas estimaram na agência Bloomberg que haveria um aumento de 2,4 milhões. 

Os estoques de gasolina, que estão próximos de seu nível mais alto desde que começaram a ser registrados, em 1991, aumentaram em 400.000 barris - bem menos que a alta de 1,4 milhão prevista pelos especialistas./ AFP e REUTERS 

Tudo o que sabemos sobre:
PDVSANicolás MaduroJuan Guaidó

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.